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Checklist de 25 itens para escolher um ERP para pedreira, britagem e agrega dos

Por:
CRTI
Criado em
8.5.26
12
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Atualizado em
May 7, 2026
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Checklist de 25 itens para escolher um ERP para pedreira, britagem e agrega dos
Escolher um ERP para pedreira e britagem sem critérios objetivos é o caminho mais rápido para uma implantação frustrada. Este checklist reúne 25 itens em 5 blocos — operacional, fiscal, contábil, técnico e implantação — para que gestores avaliem fornecedores com perguntas concretas, não com apresentações de slides.

Escolher um ERP para mineração ou agregados é uma decisão que impacta a operação por pelo menos 5 a 10 anos. O sistema errado não aparece no contrato — aparece no fechamento contábil que trava todo mês, na declaração CFEM feita em planilha paralela, no controle de combustível que ninguém confia e no RAL que precisa ser reconstituído às pressas em março. Este checklist de 25 itens foi organizado para que o gestor faça as perguntas certas antes de assinar — não depois.

Bloco 1 — Controle operacional de mineração (itens 1 a 7)

Esses são os módulos que diferenciam um ERP especializado de um ERP genérico com customização. Se o fornecedor hesitar em qualquer um, o módulo provavelmente não é nativo.

1. A balança se integra nativamente ao faturamento, sem middleware externo?
O peso líquido apurado na pesagem deve alimentar automaticamente a nota fiscal e o estoque, sem exportação de arquivo ou digitação manual. Pergunte ao fornecedor como funciona o fluxo de pesagem até a nota fiscal e peça para ver ao vivo.

2. O sistema controla o consumo de explosivos e insumos de desmonte por frente de lavra e por ordem de produção?
Explosivos representam um dos maiores custos variáveis em mineração e estão sujeitos a controle regulatório rigoroso do Exército Brasileiro. O ERP deve permitir o registro de cada utilização com vínculo direto à frente de lavra, à ordem de produção e ao responsável técnico, gerando rastreabilidade completa para auditorias e para o cálculo do custo real de desmonte por tonelada.

3. O sistema apura o custo horário do equipamento (CHE) somando combustível, lubrificantes, pneus, peças e mão de obra de oficina?
O CHE é o indicador mais importante para avaliar a eficiência real de cada máquina na operação. Sem essa apuração automática e integrada, o gestor trabalha com estimativas — e não consegue identificar quais equipamentos estão acima do custo esperado, nem tomar decisões de substituição ou revisão com base em dado real.

4. O CFEM é calculado automaticamente a partir do faturamento, com alíquota configurável por substância?
A fórmula legal é CFEM = (Receita Bruta − seguro e frete) × alíquota. O sistema deve aplicar essa fórmula automaticamente para cada nota fiscal, com alíquota vinculada à substância mineral da operação, conforme a Lei 13.540/2017.

5. O sistema gera o relatório de apuração do CFEM pronto para declaração ANM, sem exportação manual para outra ferramenta?
A declaração CFEM é feita via sistema ARRECADAÇÃO da ANM. O ERP deve gerar o relatório de apuração diretamente, sem que o contador precise copiar dados para outra planilha ou sistema.

6. O diário de produção é lançado por frente de lavra, com consumo de insumos vinculado à ordem de produção?
O diário de produção é a base do fechamento operacional e do RAL. Sem lançamento por ordem de produção, o consumo de explosivos, combustível e mão de obra fica em pool — impossível de rastrear por frente ou por substância.

7. O sistema suporta controle de combustível por equipamento, com horímetro, centro de custo e integração com automação de abastecimento?
Cada abastecimento deve ser registrado com equipamento, horímetro ou hodômetro, volume e operador. O custo deve ser lançado automaticamente no centro de custo da atividade. A integração com automação de abastecimento elimina o registro manual e reduz desvios de combustível.

Bloco 2 — Fiscal e compliance ANM (itens 8 a 13)

Esses itens cobrem as obrigações acessórias que a ANM e a Receita Federal exigem. Um erro aqui tem custo imediato — multa, juros e risco de autuação.

8. O sistema gera o SPED ECD, SPED ECF, EFD ICMS/IPI e EFD Contribuições nativamente, sem exportação para ferramenta de terceiro?
A geração de todos os arquivos SPED dentro do próprio ERP elimina uma camada de erro entre o dado contábil e o arquivo entregue à Receita. Pergunte qual versão do leiaute o sistema suporta e com que frequência é atualizado após mudanças legais.

9. O sistema tem trilha de auditoria para todas as operações fiscais?
Em fiscalizações da ANM e da Receita Federal, a capacidade de reconstituir quem fez o quê e quando é determinante. O ERP deve registrar log de todas as alterações em documentos fiscais, com usuário, data e hora.

10. O sistema controla o vencimento do CFEM e emite alerta antes do prazo?
O CFEM vence no último dia útil do mês seguinte ao fato gerador. Multa de 0,33% ao dia + SELIC a partir do primeiro dia de atraso. Um alerta automático no sistema evita o esquecimento em meses de fechamento intenso.

11. O sistema suporta múltiplas substâncias minerais com alíquotas e regimes distintos?
Operações com mais de uma substância — por exemplo, minério de ferro e calcário na mesma lavra — precisam apurar CFEM com alíquotas diferentes por substância. Verifique se o sistema segrega receitas e CFEM por substância automaticamente.

12. O RAL (Relatório Anual de Lavra) pode ser gerado a partir dos dados do sistema sem levantamento manual?
O RAL exige dados de produção mensal por substância, volume de estéril e consumo de insumos. Se esses dados estão registrados no ERP ao longo do ano via diário de produção e apropriações, o RAL deve ser uma exportação — não um trabalho de reconstituição em março.

13. O sistema atualiza automaticamente as tabelas de alíquotas e obrigações quando a legislação muda?
A Lei 13.540/2017 já alterou as alíquotas do CFEM. Pergunte quem é responsável por atualizar as tabelas fiscais no sistema e em quanto tempo a atualização é disponibilizada após uma mudança legislativa.

Bloco 3 — Contábil e financeiro (itens 14 a 18)

Esses itens cobrem a integração entre a operação e a contabilidade — o que determina se o fechamento mensal leva 3 dias ou 3 semanas.

14. Os lançamentos contábeis são gerados automaticamente a partir das movimentações operacionais?
Nota fiscal emitida, abastecimento registrado, ordem de produção encerrada — cada evento operacional deve gerar o lançamento contábil correspondente sem que o contador precise relançar manualmente.

15. O resultado econômico é apurado por custo real, diária e mensalmente, por filial e centro de custo?
Em mineração, o custo real por tonelada varia conforme a frente de lavra e as condições operacionais do mês. Um sistema que apura resultado econômico diário e mensal por filial, obra e centro de custo permite identificar desvios antes do fechamento — não depois.

16. O sistema suporta centros de custo por frente de lavra e por atividade (desmonte, transporte, britagem)?
A gestão de custo em mineração exige visibilidade por frente e por atividade. Sem essa estrutura, o gestor sabe o custo total da operação, mas não sabe qual frente está acima do orçamento ou qual atividade está consumindo mais do que deveria.

17. O fluxo de caixa e o contas a receber integram com o faturamento de mineral sem lançamento duplo?
Cada nota fiscal emitida deve alimentar automaticamente o contas a receber e o fluxo de caixa projetado. Pergunte se há alguma etapa manual entre a emissão da nota e o reflexo no financeiro.

18. O sistema suporta apuração pelo Lucro Real com demonstrações contábeis no padrão CPC?
Mineradoras de médio e grande porte frequentemente apuram pelo Lucro Real. O sistema deve gerar DRE, Balanço Patrimonial e DMPL no padrão CPC, prontos para auditoria externa sem ajustes manuais.

Bloco 4 — Técnico e infraestrutura (itens 19 a 22)

Esses itens cobrem a camada técnica que determina se o sistema vai funcionar no ambiente real da operação e se vai crescer junto com ela.

19. O sistema opera 100% em nuvem, com acesso em tempo real de qualquer ponto da operação?
ERP em nuvem elimina servidores locais, custos de infraestrutura própria e janelas de manutenção que travam a operação. O gestor acessa dados da lavra, do escritório e da diretoria na mesma base, sem VPN, sem sincronização e sem versões desatualizadas. Com a cobertura de internet atual nas áreas de mineração, o modelo em nuvem entrega visibilidade em tempo real sem custo adicional de infraestrutura.

20. A integração com balanças físicas é nativa ou depende de desenvolvimento sob demanda?
Pergunte quais marcas e modelos de balança o sistema já integra nativamente e se há casos em produção com o modelo de balança que a operação utiliza.

21. O sistema tem API aberta para integração com softwares de topografia e geologia (Deswik, MineSight, Surpac)?
A integração entre o planejamento de lavra e o ERP elimina a redigitação de volumes planejados e permite comparar planejado versus executado em tempo real. Verifique se há documentação de API disponível e casos de integração já realizados.

22. Qual é a política de backup e recuperação de dados? O SLA de disponibilidade é contratual?
Em nuvem, o backup é responsabilidade do fornecedor — não da equipe de TI da mineradora. Exija SLA de disponibilidade contratual e política de backup documentada com RTO e RPO definidos. Um ERP em nuvem bem estruturado oferece disponibilidade superior a 99,5% sem que a operação precise gerenciar servidores locais.

Bloco 5 — Implantação e suporte (itens 23 a 25)

Esses itens determinam se o fornecedor vai estar presente quando o sistema entrar em produção — ou se vai desaparecer após a assinatura do contrato.

23. O fornecedor tem casos de implantação documentados em mineradoras ou empresas de agregados?
Peça referências de clientes do setor que possam ser contatados. Um ERP especializado em mineração deve ter pelo menos 3 a 5 implantações ativas no setor que possam ser visitadas ou contatadas para validação.

24. O contrato prevê SLA de suporte com tempo de resposta definido por criticidade do chamado?
Um travamento no módulo de balança no início do turno é uma emergência operacional. Verifique se o contrato distingue chamados críticos (que travam a operação) de chamados normais, com SLA diferenciado para cada categoria.

25. As atualizações do sistema — inclusive de legislação fiscal — estão incluídas no contrato de manutenção?
Mudanças no CFEM, no SPED ou em obrigações ANM são recorrentes. O contrato deve prever que atualizações legais são responsabilidade do fornecedor, não um serviço cobrado à parte como customização.

Como usar este checklist na prática

Leve este checklist para a demonstração do sistema. Para cada item, peça ao fornecedor para mostrar ao vivo — não em slide. Se a resposta for “isso é configurável” ou “pode ser desenvolvido”, anote como ponto de risco: funcionalidade que não existe hoje tem custo, prazo e incerteza de entrega.

Itens do Bloco 1 e 2 são eliminatórios. Se o sistema não atende nativamente ao controle de balança, CFEM e ANM, o custo de customização vai superar o benefício do preço menor.

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Perguntas Frequentes

Quantos fornecedores devo avaliar antes de escolher um ERP para mineração?

O ideal é avaliar entre 3 e 5 fornecedores com demonstração ao vivo usando dados reais da sua operação. Avaliações baseadas apenas em apresentação comercial não revelam as limitações do sistema. Exija sempre uma demonstração do fluxo completo: pesagem → faturamento → CFEM → declaração ANM.

Qual é o erro mais comum na escolha de ERP para mineração?

Priorizar o preço inicial sem considerar o custo total de propriedade — que inclui customizações, manutenção de integrações e retrabalho operacional. Um ERP mais barato que exige R$ 200.000 em customizações para atender mineração custa mais do que um especializado com mensalidade maior e módulos nativos.

O tamanho da mineradora muda os critérios do checklist?

Os critérios do Bloco 1 (operacional) e do Bloco 2 (fiscal) são obrigatórios independentemente do porte — o CFEM e a ANM não têm exceção para operações pequenas. Os critérios do Bloco 3 (contábil) e do Bloco 4 (técnico) podem ser priorizados conforme a complexidade da operação.

ERP em nuvem é adequado para mineração, mesmo em áreas remotas?

Sim. A cobertura de internet nas áreas de mineração brasileiras evoluiu significativamente — conexão 4G e links dedicados são padrão na maioria das operações hoje. ERP em nuvem elimina servidores locais, custos de manutenção de infraestrutura própria e o risco de dados desatualizados entre unidades. O gestor acessa a mesma base em tempo real, da lavra ao escritório corporativo, sem sincronização e sem versões divergentes. Ao avaliar fornecedores, priorize quem opera nativamente em nuvem — não quem oferece nuvem como uma camada sobre um sistema originalmente on-premise.

Como envolver o time técnico e o time contábil na avaliação do ERP?

Monte um grupo de avaliação com pelo menos um representante de cada área crítica: operacional (balança, produção), fiscal/contábil (CFEM, SPED), TI (integração, infraestrutura) e gestão (relatórios, custo por tonelada). Cada área deve validar os itens do checklist correspondentes ao vivo, na demonstração.