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Controle de combustível em pedreira e britagem: do tanque ao centro de custo

Por:
CRTI
Criado em
8.5.26
8
Min de leitura
Atualizado em
May 7, 2026
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Controle de combustível em pedreira e britagem: do tanque ao centro de custo
O combustível representa entre 25% e 40% do custo operacional de uma pedreira. Sem controle integrado, o abastecimento vira ponto cego: desvio e fraude se acumulam sem rastro. Este post mostra o fluxo correto do combustível — da nota fiscal de entrada até o lançamento no centro de custo do equipamento.

Controle de combustível em mineração é o processo que rastreia cada litro de diesel desde a entrada no tanque da operação até o consumo registrado por equipamento e centro de custo. Sem esse rastreamento integrado ao ERP, a mineradora opera com uma lacuna crítica: sabe quanto combustível comprou, mas não consegue provar quanto cada máquina consumiu, em qual frente de lavra e com qual produtividade associada. Essa lacuna é o principal vetor de desvio e fraude em frotas de mineração — e também o que impede o gestor de calcular o custo real por tonelada extraída.

Do recebimento da nota fiscal ao tanque

O controle começa antes do primeiro abastecimento. Quando o caminhão-tanque da distribuidora chega à operação, três informações precisam ser registradas imediatamente: o volume entregue conforme nota fiscal, o volume aferido na medição do tanque antes e depois da descarga, e a qualidade do produto (laudo de qualidade para operações que usam diesel S-10 em equipamentos com motor de última geração).

A divergência entre o volume da nota fiscal e o volume aferido no tanque é o primeiro ponto de perda. Em operações sem controle sistemático, essa diferença raramente é registrada — e se acumula mês a mês sem que ninguém perceba.

Com ERP integrado, a nota fiscal de entrada do combustível é lançada automaticamente no estoque do tanque via módulo de Suprimentos e Estoque. Qualquer diferença entre o volume da nota e o volume aferido gera um alerta de divergência que precisa ser justificado antes de o estoque ser confirmado.

Da ficha de abastecimento ao equipamento

Cada abastecimento precisa gerar um registro com no mínimo cinco informações: equipamento abastecido, hodômetro ou horímetro no momento do abastecimento, volume abastecido em litros, operador responsável e frente de lavra ou atividade em execução.

Sem esse registro, o abastecimento é lançado no tanque como saída genérica — e o gestor perde a capacidade de calcular o consumo médio por equipamento, identificar máquinas com consumo acima do esperado e detectar abastecimentos sem correspondência de produção.

💡 Uma escavadeira hidráulica de grande porte consome entre 25 e 45 litros de diesel por hora em operação normal. Um desvio de 10% no consumo registrado representa, em uma frota de 10 máquinas operando 600 horas/mês, cerca de 15.000 a 27.000 litros não rastreados por mês — o equivalente a R$ 75.000 a R$ 135.000 ao preço médio do diesel industrial.

Do equipamento ao centro de custo

O abastecimento registrado por equipamento precisa ser traduzido em custo por centro de custo. Essa é a etapa que transforma o controle operacional em informação gerencial útil.

Em uma mineradora, os centros de custo costumam ser organizados por frente de lavra, por atividade (desmonte, carregamento, transporte, britagem) ou por projeto. O combustível consumido por um caminhão fora de estrada no transporte de minério da frente A para o britador, por exemplo, deve ser lançado no centro de custo de transporte da frente A — não em um pool genérico de combustível da operação.

Esse nível de detalhamento permite calcular o custo por tonelada transportada por frente, identificar quais frentes têm custo de transporte acima da média e tomar decisões de roteirização ou substituição de equipamento com base em dado real — não em estimativa.

Pontos de fraude e perda mais comuns

O controle de combustível em mineração tem vulnerabilidades específicas que um ERP integrado ajuda a eliminar:

  • Abastecimento fantasma: combustível lançado no sistema como abastecido em um equipamento, mas desviado antes de chegar ao tanque da máquina. Identificado quando o consumo registrado não tem correspondência com o horímetro ou a produção do equipamento.
  • Subfaturamento na entrega: volume entregue pela distribuidora inferior ao volume da nota fiscal. Identificado pela aferição do tanque antes e depois da descarga, com registro no ERP.
  • Consumo acima do padrão sem justificativa: equipamento com consumo consistentemente acima da referência técnica do fabricante, sem registro de manutenção corretiva ou operação em condição atípica. Sinal de desvio ou de problema mecânico não reportado.
  • Abastecimento fora de frota: equipamento de terceiro abastecido com combustível da operação sem autorização e sem lançamento. Identificado quando a soma dos abastecimentos registrados por equipamento é menor que a saída total do tanque.

Como a integração com automação reduz o desvio

O próximo nível de controle é a automação do ponto de abastecimento via CRTI Integrador – Automação Abastecimento — eliminando a dependência do registro manual pelo operador ou pelo abastecedor.

Com automação integrada ao CRTI ERP, o fluxo funciona assim:

  1. O operador se identifica no posto de abastecimento com crachá ou código de equipamento
  2. O sistema valida se o equipamento está autorizado para abastecimento naquele turno
  3. A bomba libera o combustível e encerra automaticamente ao atingir o volume autorizado
  4. O hodômetro ou horímetro é registrado no momento do abastecimento
  5. O lançamento no centro de custo é gerado automaticamente no módulo de Frota e Equipamentos, sem digitação manual

Esse fluxo elimina os dois principais pontos de fraude: o abastecimento não autorizado e o registro manual incorreto. Operações que implantaram automação no ponto de abastecimento relatam redução de 8% a 15% no consumo registrado de combustível nos primeiros três meses — parte por eliminação de desvio, parte por visibilidade do consumo real que gera pressão por eficiência.

O que o CRTI ERP entrega no controle de combustível

O módulo de Frota e Equipamentos do CRTI ERP centraliza todo o controle de combustível integrado à operação:

  • Controle de Lubrificação e Consumo de Equipamentos (CLE): registro e acompanhamento de cada abastecimento por equipamento, com horímetro, hodômetro, volume e operador
  • Controle de Consumo de Combustível: relatório nativo com consumo por equipamento, período e centro de custo — sem exportação para planilha
  • Custo Horário do Equipamento (CHE): apuração automática do custo total por equipamento, somando combustível, lubrificantes, pneus, peças e mão de obra de oficina
  • Alertas de consumo acima do padrão: configuráveis por equipamento, com base na referência técnica do fabricante
  • Integração com Suprimentos e Estoque: cada abastecimento dá baixa automática no estoque do tanque, mantendo o saldo atualizado em tempo real

Checklist do controle de combustível em mineração

  • Nota fiscal de entrada conciliada com volume aferido no tanque antes da descarga
  • Cada abastecimento registrado com equipamento, horímetro/hodômetro, volume e operador
  • Consumo por equipamento comparado com a referência técnica do fabricante mensalmente
  • Saída total do tanque conciliada com a soma dos abastecimentos por equipamento
  • Custo de combustível lançado por centro de custo, não em pool genérico
  • Alertas de consumo acima do padrão configurados por equipamento
  • Relatório mensal de custo de combustível por frente de lavra disponível para o gestor

Quer ver na prática como o CRTI ERP rastreia o combustível do tanque ao centro de custo, sem planilha e sem ponto cego?
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Perguntas Frequentes

Por que o controle de combustível por equipamento é mais importante do que o controle por tanque?

O controle por tanque mostra quanto saiu do estoque, mas não para onde foi. Sem o registro por equipamento, o gestor não consegue calcular o custo real por hora de operação, identificar máquinas ineficientes ou detectar desvio. O tanque controla o estoque — o equipamento controla o custo.

Como calcular o consumo esperado de combustível por equipamento?

O ponto de partida é a referência técnica do fabricante, expressa em litros por hora de operação. Esse valor varia conforme o modelo, a aplicação e as condições do terreno. A referência é ajustada com base no histórico real da operação — e qualquer desvio acima de 10% em relação à média histórica do equipamento deve ser investigado antes de ser normalizado.

Vale a pena automatizar o ponto de abastecimento em operações pequenas?

Depende do volume de combustível consumido e do nível de controle atual. Em operações que consomem acima de 50.000 litros por mês, a automação tende a se pagar em menos de 12 meses só com a redução de desvio. Em operações menores, o controle manual rigoroso com registro no ERP já entrega boa parte dos benefícios sem o investimento em automação.

O combustível de máquinas alugadas entra no controle da mineradora?

Depende do contrato. Se o fornecimento de combustível é responsabilidade da mineradora (contrato de locação sem combustível), o consumo da máquina alugada deve entrar no controle exatamente como o de uma máquina própria — com registro por equipamento e lançamento no centro de custo correspondente. Se o combustível é fornecido pelo locador, o custo entra no contrato de locação, não no controle de abastecimento.

Como o controle de combustível se conecta com o custo por tonelada?

O custo por tonelada é calculado dividindo o custo total de uma atividade pelo volume produzido naquela atividade. Quando o combustível está lançado por centro de custo e por frente de lavra, ele entra automaticamente no numerador do cálculo. Sem esse detalhamento, o custo por tonelada é uma estimativa — não um dado gerenciável.