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Como calcular o custo real por tonelada britada em uma pedreira

Por:
CRTI
Criado em
12.5.26
7
Min de leitura
Atualizado em
May 12, 2026
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Como calcular o custo real por tonelada britada em uma pedreira
O custo por tonelada britada é calculado somando mão de obra direta, combustível, manutenção, depreciação e CFEM, dividindo pelo volume produzido no período. Em pedreiras brasileiras de médio porte, esse custo varia entre R$ 18 e R$ 45/t. A apuração por granulometria — brita 0, 1, pó e rachão — é essencial para precificar com margem real e evitar decisão comercial cega.

O custo real por tonelada britada é calculado pela fórmula: (Mão de obra direta + Combustível + Manutenção + Depreciação + CFEM) ÷ Toneladas produzidas no período. Em pedreiras de médio porte brasileiras, esse valor varia entre R$ 18 e R$ 45 por tonelada, dependendo do tipo de rocha, tecnologia de britagem e distância de transporte interno. O problema mais comum é não separar esse custo por produto — brita 0, brita 1, pó de brita e rachão têm custos de produção diferentes, e confundi-los leva a preços errados e margens invisíveis.

Por que a maioria das pedreiras não sabe seu custo real

A apuração de custo por tonelada falha quando as despesas são lançadas de forma agregada — um único centro de custo para toda a operação. Nesse modelo, a empresa sabe quanto gastou no mês, mas não sabe quanto custou produzir cada tipo de brita. Os três erros mais comuns:

  • Combustível lançado como despesa operacional genérica, sem vínculo com equipamento ou turno
  • Manutenção do britador registrada fora do centro de custo de produção
  • Depreciação calculada apenas para fins contábeis, sem entrar no custo do produto

A fórmula completa do custo por tonelada

Custo/t = (MOD + CMB + MNT + DEP + CFEM) ÷ Toneladas produzidas

Cada componente:

  • MOD — Mão de obra direta: operadores de britador, motoristas de dumper, auxiliares de pátio. Incluir encargos sociais completos (INSS, FGTS, férias, 13º). Uma operação com 8 funcionários diretos e folha de R$ 60.000 mensais com encargos tem esse valor integralmente alocado ao custo de produção.
  • CMB — Combustível: diesel do britador, dumper e carregadeira. O controle ideal é por horímetro, vinculando cada abastecimento ao equipamento e ao turno — não ao mês em geral.
  • MNT — Manutenção: peças, lubrificantes e serviços terceirizados. Mandíbulas, molas e rolamentos do britador têm ciclo de vida previsível — é possível provisionar o custo mensalmente em vez de lançar apenas quando a troca ocorre.
  • DEP — Depreciação: britador, alimentador vibratório, peneiras e correias. O Decreto nº 9.580/2018 (RIR/2018), Art. 322, autoriza depreciação acelerada por turnos — 1,5x para dois turnos e 2,0x para três turnos. Esse benefício só é controlado se a depreciação estiver separada por ativo e por regime de operação.
  • CFEM — Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais: 1% sobre a receita bruta da venda deduzidos os tributos incidentes na comercialização, para rochas, areias, cascalhos, saibros e demais substâncias minerais destinadas ao uso imediato na construção civil (Lei nº 13.540/2017, Anexo). Deve ser incluída no CPV, não como despesa tributária — caso contrário, o custo por tonelada fica subestimado.
    Observação: a CFEM não é tributo, é compensação financeira, e não entra na Reforma Tributária. Continua sendo recolhida nos mesmos moldes mesmo após a transição para IBS/CBS, mantendo a alíquota de 1% para agregados de construção civil.

Como calcular o custo por tonelada separado por produto

O desafio é que brita 0, brita 1, pó e rachão não custam o mesmo para produzir. A brita 0 exige mais passagens no britador secundário; o pó é subproduto com menor valor de mercado mas custo de produção semelhante. Para separar corretamente:

  • Custos diretos por produto: combustível e mão de obra podem ser vinculados ao produto se o controle de turno registrar qual granulometria estava sendo produzida
  • Custos indiretos por rateio: depreciação e energia elétrica são rateados pelo volume produzido de cada granulometria no período — o produto que teve maior produção absorve maior parcela do custo fixo
  • CFEM por produto: calculada individualmente sobre o faturamento líquido de cada granulometria — produtos com menor preço unitário têm CFEM proporcional menor

Exemplo numérico: custo por tonelada de uma pedreira de médio porte

Pedreira com produção de 8.000 toneladas/mês e custos totais de:

  • MOD: R$ 60.000
  • CMB: R$ 38.400
  • MNT: R$ 24.000
  • DEP: R$ 18.000
  • CFEM (1% sobre R$ 420.000 de receita bruta da venda deduzidos os tributos incidentes): R$ 4.200

Total: R$ 144.600 ÷ 8.000 toneladas = R$ 18,08/tonelada

Com preço médio de venda de R$ 52,50/tonelada e receita bruta da venda de R$ 420.000, a margem bruta é da ordem de 66% — mas só é confiável se todos os cinco componentes estiverem sendo capturados corretamente.

Como o CRTI ERP apura o custo por tonelada britada

O CRTI ERP estrutura a apuração do custo por tonelada com módulos integrados desde o campo até o relatório:

  • CHE – Custo Horário do Equipamento: apura o custo real de cada britador, dumper e peneira por hora trabalhada — combustível, lubrificantes, manutenção e depreciação. O CHE é a base para calcular o custo por tonelada de cada equipamento e identificar os que estão acima da média
  • RMC – Resumo Mensal de Consumo (Análise Frota): consolida combustível e lubrificantes consumidos por equipamento no mês, alimentando a linha CMB do custo por tonelada com dados reais — não estimativas
  • CLE – Controle de Lubrificação e Consumo de Equipamentos: rastreamento de cada saída de óleo e lubrificante por equipamento, com histórico que documenta o consumo real de MNT e CMB por ativo
  • Módulo Patrimonial: depreciação calculada por ativo com taxa acelerada por turnos (Decreto nº 9.580/2018, Art. 322), integrada ao CPV sem lançamento manual
  • Módulo Fiscal: apuração automática de CFEM por granulometria com base no faturamento líquido, integrada ao custo do produto
  • COC – Composição de Custo: detalha cada linha do CPV por produto e por centro de custo, mostrando qual componente (MOD, CMB, MNT, DEP ou CFEM) é mais representativo no custo por tonelada de cada granulometria
  • Custos e Resultados – Resultado Econômico: apuração diária e mensal do resultado por produto, com margem bruta e operacional por granulometria visíveis em tempo real

Checklist: sua pedreira apura o custo por tonelada corretamente?

  • O combustível é registrado por equipamento e por turno, não como despesa genérica do mês
  • A manutenção do britador é lançada no centro de custo de produção, não em conta administrativa
  • A depreciação é calculada por ativo com taxa acelerada para equipamentos de mineração
  • A CFEM está incluída no CPV, calculada por granulometria sobre o faturamento líquido
  • O CHE é gerado mensalmente e mostra o custo real por hora de cada britador e dumper
  • O Resultado Econômico por produto é acessado mensalmente para comparar custo e preço de venda
  • A COC detalha cada componente do custo por tonelada para orientação de precificação

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Perguntas Frequentes

Qual é a fórmula do custo por tonelada britada?

Custo/t = (Mão de obra direta + Combustível + Manutenção + Depreciação + CFEM) ÷ Toneladas produzidas no período. Para uma apuração precisa, cada componente deve ser registrado por centro de custo vinculado à produção — não como despesa operacional genérica. O resultado deve ser calculado separadamente por granulometria: brita 0, brita 1, pó e rachão.

O CFEM entra no custo por tonelada ou só na DRE?

O CFEM deve entrar no custo do produto, não apenas como linha tributária da DRE. A alíquota para agregados destinados ao uso imediato na construção civil é de 1% sobre a receita bruta da venda deduzidos os tributos incidentes na comercialização (Lei nº 13.540/2017, Anexo). Incluir o CFEM no custo unitário garante que o preço de venda cubra todos os encargos da extração mineral e evita distorção na margem por produto.

Como o downtime afeta o custo por tonelada?

Paradas não planejadas do britador elevam o custo fixo por tonelada porque mão de obra, depreciação e contratos continuam mesmo sem produção. Além disso, manutenção corretiva costuma ser significativamente mais cara que a preventiva programada. Uma operação de 12.000 t/mês que para 4 horas perde cerca de 200 toneladas de capacidade com custo fixo integral do período.

É possível calcular o custo por tipo de brita separadamente?

Sim, e é essencial. Cada granulometria passa por número diferente de estágios no britador, gerando custos unitários distintos. A brita 1, por exigir britagem secundária, tem custo maior que o pó de brita. Sem esse rateio, a empresa pode praticar preços abaixo do custo em algum produto sem perceber — comprometendo a margem total da operação.

Qual é o custo médio por tonelada em pedreiras brasileiras?

Em pedreiras de médio porte no Brasil, o custo de produção varia entre R$ 18 e R$ 45 por tonelada, dependendo do tipo de rocha, tecnologia de britagem, distância de transporte interno e volume produzido. Operações com maior volume diluem melhor os custos fixos — depreciação e mão de obra — reduzindo o custo unitário final.